GATOS
Gatos. Como ensinar o seu Gato?
- Ensinar um gato a fazer xixi na areia, evitar que eles arranhem cortinas, ou os cantos dos sofás considero que pode ser uma aprendizagem necessária.
- Mas um Gato não é um cão e não nos podemos esquecer que os felinos têm uma personalidade muito mais independente do que um canídeo, logo a aprendizagem deve ser realizada de maneira diferente.
- Não existe um lugar na casa, onde eles sejam proibidos de se deslocar, logo o “fruto proibido é o mais apetecido” não acontece;
- Sempre fiz questão em ter mais do que um animal, para que eles soubessem como conviver uns com os outros, mesmo sendo de espécies diferentes.
- Esta socialização fez com que eles percebessem que existem regras a ser cumpridas, como seja a hierarquia e a obediência, sendo a lei da antiguidade umas das regras facilmente entendida.
- Face a esta regra da antiguidade na casa, a minha Nina tem mais idade que o Chance, mas como os gatos têm, usualmente, uma personalidade muito vincada, o Chance acha que "mando nisto tudo".
- No âmbito desta socialização, julgo que também foi mais fácil eles perceberem que a “chefe do gangue” sou eu.
- Logo, quando surge um “não” da minha parte, esta regra é compreendida de imediato.
- É óbvio que este “não” é proferido de forma assertiva e é pronunciado imediatamente à realização da asneira.
- Sendo os meus animais inteligentes, eles compreendem as minhas diretrizes de forma rápida.
- É também verdade que, por vezes, e especialmente a Nina, gosta de me desafiar, mas, rapidamente recua, pois, a minha resposta ou atitude é também imediata e nunca tive a necessidade de lhe bater. Sempre foi suficiente adotar atitudes seguras, firmes e assertivas.
A Trela e os Gatos:
- Para levar o gato à rua, experimente, durante alguns dias, ter a trela sempre perto dele, quando ele está a dormir, ou a comer.
- Acho que é um dos treinos que não deve ser realizado, a não ser que o felino tenha apetência para tal. O meu Chance é um destes casos, por esta razão ele vai à rua.
- Já vou explicar como estas saídas começaram e como se processam.
- No entanto, permitam-me que vos deixe, em primeiro lugar, algumas dicas que julgo que são importantes.
- O meu Chance, depois de perder o mano mais velho e a mana mais nova num curto espaço de tempo, começou a pedir para ir à rua, sempre que eu ia passear com a Nina.
- Ficava a miar à porta quase todo o tempo em que eu estava na rua.
- Assim, um dia, comprei uma trela e disse-lhe “queres sair, tens que me deixar colocar a trela”.
- Parece que estou a brincar, mas o meu Chance rapidamente associou a colocação da trela, ao ato de sair à rua.
- Hoje, ele sabe que não pode sair sem a colocar e fica mesmo à espera que a ponha.
- Hoje, o Chance não foge da sua zona de conforto, ou da zona que ele considera ser o seu território e convive muito bem com os gatinhos da rua.
- Ele fica no pátio e no pequeno jardim, enquanto vou dar uma voltinha com a Nina.
- Mas também faço isto, porque vivo numa praceta, numa rua sem saída.
- Quando chego com a Nina, só preciso de chamar pelo Chance. Ele aparece e vamos para casa.
E se o gato não gostar de trela?
- Antes de lhe tentar colocar a trela, experimente, durante alguns dias, ter a trela sempre perto dele, quando ele está a dormir, ou a comer, por exemplo.
- Depois de alguns dias, experimente colocar-lhe a trela.
- Enquanto ele está com a trela colocada, pratique com ele as suas brincadeiras preferidas.
- Assim, ele está distraído e, ao mesmo tempo, começa a ver a trela como um objeto que faz parte do seu dia-a-dia.
- Desta forma, pode ser que chegue o dia em que ele não se importe de sair com a trela.
- Estes conselhos advêm da minha experiência na convivência com os meus gatos, bem como, com os gatos de rua.
Temos que nos adaptar ao Gato e não ele a nós
- Acredite no que digo é a forma mais saudável e amistosa de conviver com o seu felino
- e, se fizer assim, tenho a certeza que vai viver momentos maravilhosos com o seu amigo.
O gato precisa de sentir confiança no humano.
Se fizer algo que contrarie a sua personalidade, ele passa a ter uma atitude de desconfiança, face a qualquer atitude de carinho que queira ter com ele.
Não tente enganar o seu gato com iguarias, para que ele faça o que você quer
- Pela minha experiência, a maioria dos felinos é suficientemente inteligente para “não cair noutra” e pode perder a confiança em si.
- Isto é especialmente importante na hora em que necessita de cortar as unhas ao seu gato, dar-lhe um medicamento, tratar uma ferida, entre outros.
- O gato é, essencialmente, um animal de instintos.
- É um animal que tem uma forte herança genética, de sobrevivência na natureza e, na grande maioria dos casos, essa sobrevivência sempre foi vivida isoladamente.
Os gatos domésticos podem socializar, desde cedo, com outros animais.
- É a maneira mais fácil de aprenderem que, quando vivem com outros animais, têm que obedecer às regras de convivência . Se não o fizerem, sofrem as consequências.
- Esta aprendizagem ajuda a que eles percebam como devem atuar também consigo, pois eles olham para si como sendo o chefe do grupo.
- Depois, também existe uma certa convivência de dependência, pois o gato sabe quem é o dono, ou a dona que lhe dá de comer, que lhe dá de beber, entre outras coisas.
- Observe o seu gato, as suas atitudes com os seus companheiros e também quando está sozinho, vai ver que vai aprender imenso!
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Até Já!


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